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Mostrando postagens de Novembro, 2017

Existe razão

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Adilson abriu os olhos mas não quis se levantar, ficou deitado e viu que horas eram, enquanto a Aline estudava em outro canto do Manejo como eles disseram. Tudo bem, não foi assim tão casual quanto o romance cantado pelo mítico Renato Russo e, pensando bem, não sei como foi. Mas imagino, posso imaginar, que os olhares se cruzaram sob o pretexto de um gosto em comum, o Legião, em que os legionários viúvos de seu ídolo cantavam à sua morte. E ele, o mesmo sorriso de canto de boca, o mesmo cavanhaque sem vergonha dando-lhe um charme a lá Casanova, dedos sagazes a soprar notas sedutoras ao ouvido da púbere. Que não era dessas romaticazinhas de caderneta. Esperta, se escondia por detrás de um véu de timidez, para embrulhar os pudicos, mas a gente sabia, ele sabia, a menina era atrevida, e na irresponsabilidade da adolescência namoraram um namorico. Destes que vão e voltam, beijos aqui e acolá, nada sério.
Mas o lance se tornou um encanto, de correntes firmes, que se elevavam ao shakespea…